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A Câmara de Vereadores esteve presente na ordem de início oficial das obras no contorno norte da ERS-122, realizado na noite desta segunda-feira (16), no Salão Comunitário do bairro Nossa Senhora da Saúde, em Caxias do Sul. O conjunto de intervenções executado pela Concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) prevê a duplicação da rodovia entre os quilômetros 69 a 80, entre o chamado viaduto torto e a saída para Flores da Cunha. As obras devem iniciar nas próximas semanas.
Além do presidente do Legislativo caxiense, Wagner Petrini/PSB e dos vereadores Juliano Valim/PSD e Aldonei Machado/PSDB, o evento reuniu diversas lideranças políticas do estado e da região, como o governador Eduardo Leite/PSD, o prefeito Adiló Didomenico/PSD, o ex-governador Germano Rigotto/MDB, assim como secretários, representantes de autarquias e de entidades da Serra.
O conjunto de intervenções efetuado pela CSG abrange ainda mais três obras de infraestrutura. A primeira delas é a nova ponte sobre o Arroio Tega, no km 74 da rodovia. A obra, que está 80% concluída, tem previsão de entrega até julho deste ano. Outro empreendimento é a edificação de um novo viaduto de 40 metros de comprimento, no km 78, passando pela Rua Ludovico Cavinato, junto ao acesso ao bairro Nossa Senhora da Saúde. Já no km 71, está sendo implantada uma via de 400 metros por baixo da rodovia, garantindo que a movimentação de veículos ocorra de uma forma segura. O desvio já foi liberado para o fluxo nesta terça (17), quando se iniciaram as etapas de escavações e a implantação da galeria de águas pluviais.
O presidente do Legislativo, Wagner Petrini, comenta que as obras são parte de reivindicações constantes da comunidade junto ao Legislativo caxiense.
“Isso representa desenvolvimento econômico e social da nossa cidade. Diversas vezes recebemos em nossos gabinetes demandas da população, inclusive manifestações em algumas regiões devido a acidentes. Essa obra vai permitir que a gente tenha segurança e desenvolvimento para a nossa cidade. Então temos que aplaudir os envolvidos e na hora de cobrar a Câmara cumpre o seu papel, mas na hora de parabenizar a gente também precisa fazer. Isso beneficia a cidade como um todo”, salienta Petrini.
Para o governador Eduardo Leite, o contrato com a CSG, embora não seja o ideal, garante a concretização de metas que não seriam possíveis de ser executadas pelo governo de forma autônoma.
“Essa obra vai levar menos de um ano para ficar pronta porque é feita na parceria com a iniciativa privada, o que confirma o acerto de uma tomada de decisão que nós fizemos desde o início do nosso projeto para o Rio Grande do Sul. O Estado se reorganizou para poder pagar as contas em dia, prestar serviços de segurança, de saúde, de educação e de segurança, enquanto as obras de infraestrutura são feitas na parceria com o setor privado”, disse Leite.
O diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, avalia que a conclusão das intervenções no contorno norte da ERS-122 será como “um cartão de visitas” dos trabalhos da empresa, considerando as dimensões e o impacto positivo das intervenções na mobilidade local. Sobre as adequações que já estão em andamento, ele informa que, no km 71, foi implantado um desvio provisório de 400 metros, com sinalização especial e redução de velocidade, que deve operar até o término da obra, no mês de outubro.
Ainda conforme Peres, as obras no acesso ao bairro Nossa Senhora da Saúde se iniciam nesta terça-feira (17), mas o trânsito permanece sem alterações até o dia 6 de abril. A partir dessa data, um desvio será implantado no contorno da obra até a liberação total da pista, já com as devidas reformas, no mês de outubro. A partir da finalização desse conjunto de obras em Caxias, se iniciam as demais em Farroupilha e Bento Gonçalves. Porém, Peres salienta que os prazos e investimentos previstos pelo contrato original devem ser revistos junto ao Governo do Estado.
“Em Farroupilha e Bento, a gente pensa que no segundo semestre a gente tem condição de começar naquela região. Os projetos estão sendo aprovados, e assim que essa etapa for concluída e a licença ambiental confirmada, a gente dá início a essas obras. O reequilíbrio está em andamento e falta pouco para isso acontecer. A nossa principal demanda é com relação aos prazos de obras e o dinheiro que a gente gastou com obras que não eram do contrato precisam voltar para a concessionária para a gente seguir o nosso ritmo de obras normal”, explica Peres.
Conforme a CSG, em 2026 serão investidos R$ 250 milhões em obras e outros R$ 250 milhões em 2027, além de R$ 170 milhões anuais para manutenção das rodovias sob concessão.