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A situação da moradora de uma ocupação no bairro Charqueadas, Greice Padia, de 29 anos, foi um dos temas da manifestação da vereadora Andressa Marques/PcdoB no Grande Expediente desta quarta-feira (18), na Câmara de Vereadores. Portadora de uma doença degenerativa rara e incurável que afeta a medula óssea, Greice precisa usar cadeira de rodas para se locomover.
Andressa salientou que, durante visita à residência de Greice, junto com o prefeito Adiló Didomenico/PSD, constatou as dificuldades vivenciadas no seu cotidiano, desde as condições de deslocamento até a necessidade de inscrição em programas sociais para conseguir atendimento médico e transporte público. A parlamentar ressaltou que está buscando junto à Defensoria Pública auxílio no encaminhamento da documentação para efetuar a inscrição no programa do governo federal Melhor em Casa, que oferece atendimento médico para pacientes na sua própria residência. Além disso, ela destaca que já foi encaminhado um pedido para seja construída uma rampa acessível em frente a casa de Greice.
Outra solicitação já efetuada pela vereadora é que Greice seja atendida pela Visate no Programa Porta a Porta, serviço especial para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. “Nós já estamos brigando há três anos para que Greice seja atendida por esse programa, que é um ônibus que precisa ir até a casa dela para levar ela até o serviço. Ela não consegue ir nas consultas de fisioterapia ou nas consultas de especialistas porque não tem Porta a Porta disponível na hora em que ela precisa. Aí eu pergunto pra quê a gente aprova o subsídio para a Visate se não tem condição de ir às 9h na casa dela para levar ao Hospital Geral, já que eles não tem horário, não tem motorista e nunca podem nos horários em que ela precisa para ir para uma consulta?”, questiona Andressa.
Durante aparte, o vereador José de Abreu Jack/PDT afirmou que pôde acompanhar a situação de Greice e se colocou à disposição para ajudar a parlamentar na iniciativa em buscar auxílio.
Pacto pelo Enfrentamento à Violência e pelo fim dos Feminicídios
Ainda no Grande Expediente, Andressa Marques, que é titular da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), no Legislativo caxiense, abordou a necessidade de criação de um Pacto Municipal pelo Enfrentamento à Violência e pelo fim dos Feminicídios em Caxias do Sul. O objetivo é realizar ações em conjunto com entidades e órgãos públicos para que no ano não ocorra nenhum feminicídio em Caxias do Sul em 2026. Ela convidou os colegas do Legislativo a assinarem o pacto.
“Esse é um desafio que está posto para nós. Ontem nós tivemos o 23º feminicídio no nosso estado. Mais uma mulher que perdeu sua vida, em Esteio, e nós não podemos naturalizar isso. O objetivo é construir ações, projetos, programas, políticas em parceria com entidades públicas e privadas, para que a gente possa assinar esse pacto pelo enfrentamento dos feminicídios em nossa cidade.
Andressa revelou que pretende criar uma campanha com as vereadoras do Legislativo caxiense para atrair entidades a fazer parte do pacto e reforçar as políticas públicas que fiscalizam a violência contra a mulher.
A vereadora Rose Frigeri/PT reforçou a importância do pacto e lembrou de três casos que inicialmente foram registrados como homicídios, mas que estão sendo investigados em Caxias do Sul. Segundo ela, a formação do pacto vai ajudar a esclarecer eventuais subnotificações de mortes violentas de mulheres.
Requisição para participação de UBS em mutirão intersetorial no Campos da Serra
Outro tema comentado pela parlamentar foi a negativa da prefeitura em fazer parte do mutirão intersetorial promovido pela Defensoria Pública no bairro Campos da Serra, no próximo sábado (21). De acordo com ela, o município não pretende pagar horas extras para os profissionais ajudarem nas ações de atendimento à comunidade.
“Não temos a confirmação da participação da Unidade Básica porque, segundo o secretário da Saúde, Rafael Bueno, já chegaram nos limites da hora extra do mês, e no, momento, ele não tem condição de chamar quatro servidores para abrir a UBS por quatro horas na tarde de sábado porque não tem autorização do executivo municipal. Se não tem como fazer isso, então fecha as portas da cidade e todos os serviços de caxias. É inaceitável que tenhamos esse problema”, relatou Andressa.