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O vereador Calebe Garbin/Progressistas utilizou o grande expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (24/06) para defender maior cautela no anúncio de projetos públicos e comentar os debates recentes envolvendo a implantação da policlínica em Caxias do Sul. Segundo o parlamentar, é fundamental que propostas e investimentos sejam amplamente avaliados antes de serem apresentados à comunidade. “Não se cacareja antes de colocar o ovo”, afirmou ao destacar que a comunicação de projetos deve ocorrer somente após a análise de viabilidade técnica e financeira. Garbin observou que a discussão sobre a policlínica gerou expectativas que posteriormente acabaram cercadas de dúvidas quanto aos custos e às contrapartidas exigidas ao município.
Ao abordar o tema, o vereador esclareceu que a policlínica não deve ser confundida com um hospital ou unidade de pronto atendimento. Conforme explicou, trata-se de um centro especializado de saúde voltado à realização de consultas e exames mediante encaminhamento da rede pública. Para ele, parte da polêmica decorreu da forma como o projeto foi apresentado à população. O parlamentar também comentou a demanda por uma UPA na Zona Sul, ressaltando que a implantação da estrutura depende de critérios definidos pelo Governo Federal e da abertura de editais específicos. Segundo Garbin, a área destinada ao futuro equipamento público já foi reservada pela administração municipal.
Na sequência, o líder do governo destacou ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal da Saúde, especialmente na área da saúde mental. De acordo com ele, Caxias do Sul está promovendo “o maior mutirão de saúde mental da história do Rio Grande do Sul”, com a participação de clínicas e instituições parceiras. O vereador ressaltou que iniciativas preventivas precisam receber a mesma atenção dada às críticas e cobranças direcionadas ao sistema público de saúde.
Garbin também manifestou preocupação com os índices de vacinação contra a influenza no município. O parlamentar citou dados apresentados pela Secretaria da Saúde que apontam baixa adesão entre idosos e crianças, alertando para os riscos de agravamento de quadros respiratórios e aumento da demanda por atendimentos hospitalares durante o inverno. Ao encerrar sua manifestação, defendeu uma análise ampla dos desafios enfrentados pela saúde pública, reforçando a necessidade de planejamento, prudência e responsabilidade na condução das políticas públicas municipais.