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A vereadora Marisol Santos (PSDB) reuniu-se, nesta segunda-feira (27/7), com o presidente da Câmara Municipal de Caxias do Sul, Wagner Petrini, para avançar na proposta de antecipação da devolução de R$ 750 mil do orçamento do Legislativo à Prefeitura, com a indicação de que o valor seja aplicado na retomada imediata dos corpos artísticos municipais.
Participaram do encontro Fran Oliveira, do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC); Jacqueline Aires, da Associação Caxiense de Teatro (ACAT); Mateus Bicca, Fábio Gomes e Nino Henz, da Orquestra Municipal de Sopros; Alencar Fardin, do Coro Municipal; e Uyara Camargo, da Companhia Municipal de Dança.
A Prefeitura suspendeu temporariamente os ensaios e as apresentações dos três grupos em razão da contenção de despesas e da falta de garantia para o pagamento dos jetons dos artistas. A decisão atingiu diretamente mais de 70 profissionais, entre músicos, cantores e bailarinos.
Marisol defendeu que a antecipação é uma alternativa viável e lembrou que a Câmara já adotou medida semelhante durante sua gestão como presidente do Legislativo, em 2024. Em 2 de maio daquele ano, diante das enchentes, a Mesa Diretora destinou antecipadamente R$ 1 milhão à Prefeitura para ações emergenciais de resgate, atendimento às vítimas e reconstrução.
A medida emergencial não comprometeu a devolução dos recursos economizados pelo Legislativo. Ao final de 2024, a Câmara registrou R$ 16 milhões devolvidos ao Executivo, total que já incluía o valor antecipado durante as enchentes.
“Quando presidi a Câmara, mostramos que é possível antecipar recursos diante de uma situação urgente, sem comprometer a organização financeira nem a devolução prevista para o encerramento do ano. Agora, temos novamente uma demanda concreta e uma alternativa para garantir que músicos, cantores e bailarinos retomem seus trabalhos”, afirmou Marisol.
A proposta havia sido apresentada pela vereadora durante o debate público sobre a paralisação dos corpos artísticos. A reunião com a Presidência da Câmara buscou definir os encaminhamentos institucionais necessários para viabilizar o repasse e assegurar que o recurso seja destinado à cultura.
“Não estamos falando apenas de apresentações interrompidas. Estamos falando de profissionais, projetos formativos, patrimônio cultural e acesso da comunidade à arte. A antecipação pode oferecer uma resposta imediata, mas também precisamos construir financiamento estável e planejamento para que os corpos artísticos não voltem a enfrentar essa insegurança. Cultura não pode ser tratada como algo descartável”, concluiu Marisol.