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Maria Marlene da Silva Faria, presidente da Associação dos Psicólogos do Nordeste do RS (Apsiconor), utilizou a tribuna da Câmara Municipal para apresentar ações voltadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência. Conforme relatou, o trabalho vem sendo desenvolvido há um ano por meio de emenda parlamentar da deputada federal Denise Pessôa/PT, em convênio com o Ministério das Mulheres. Segundo a psicóloga, os atendimentos revelam situações extremas de violência enfrentadas diariamente por mulheres da região. “É uma realidade que a gente não aguenta mais”, afirmou ao relatar casos de agressões físicas, psicológicas e patrimoniais.
Durante a manifestação, a representante destacou que no próximo sábado (09/05), das 8h às 12h30, no Plenário da Câmara de Vereadores, ocorre o evento “O Desafio da Masculinidade Saudável Como Antídoto para Combater a Violência Contra a Mulher” que será o encerramento da primeira etapa do projeto. Segundo ela, o objetivo não é responsabilizar os homens individualmente, mas refletir sobre padrões culturais que incentivam comportamentos agressivos e dificultam a expressão emocional masculina. “Nós não estamos aqui para demonizar os homens. Estamos aqui para dizer que eles também são vítimas de uma sociedade que os ensinou a não expressar emoções”, declarou.
A psicóloga também ressaltou a importância de ampliar o debate sobre violência psicológica, abuso e acolhimento às vítimas. Conforme salientou, muitas mulheres acabam sendo julgadas em vez de acolhidas, o que contribui para a permanência em ciclos de violência. A representante revelou ainda que grande parte das mulheres atendidas pela rede de proteção sofreu abuso sexual ainda na infância.
Ao final, foi feito um convite aos vereadores e à comunidade para participação no evento que conta com a parceria com a Procuradoria Especial da Mulher (PEM), da Câmara de Vereadores. Maria Marlene defendeu maior envolvimento dos homens nas ações de transformação social e conscientização coletiva. “Sem a ajuda dos homens não vai acabar a violência e nem o abuso de crianças”, concluiu a representante da associação.